Lula Pena é uma das figuras mais valiosas da música feita em Portugal. Uma cantautora de talento raro e com um imaginário inesgotável. Nos últimos anos, tem desenvolvido uma pesquisa contínua de expansão dos seus territórios criativos, cruzando a música com a performance, o espaço e o movimento.
Há, no entanto, um privilégio particular em testemunhar o regresso à intimidade da voz e da guitarra que lhe é tão característica, e que atravessa a sua discografia: Phados (1998), Troubadour (2010) e Archivo Pittoresco (2017). A sua música desenrola-se num tempo próprio, marcada por lugares diversos, viagens e experiências que encontram na canção o seu eixo central. Nessa aparente simplicidade reside um gesto de grande virtuosismo: a capacidade de síntese, de absorver múltiplos folclores e torná-los matéria singular. A presença de Lula Pena é impossível de ignorar. A sua voz carrega várias línguas num timbre inconfundível, acompanhada por uma guitarra que tanto se afirma rítmica e percussiva, como se abre em harmonias amplas, livres e imprevisíveis.
Há, no entanto, um privilégio particular em testemunhar o regresso à intimidade da voz e da guitarra que lhe é tão característica, e que atravessa a sua discografia: Phados (1998), Troubadour (2010) e Archivo Pittoresco (2017). A sua música desenrola-se num tempo próprio, marcada por lugares diversos, viagens e experiências que encontram na canção o seu eixo central. Nessa aparente simplicidade reside um gesto de grande virtuosismo: a capacidade de síntese, de absorver múltiplos folclores e torná-los matéria singular. A presença de Lula Pena é impossível de ignorar. A sua voz carrega várias línguas num timbre inconfundível, acompanhada por uma guitarra que tanto se afirma rítmica e percussiva, como se abre em harmonias amplas, livres e imprevisíveis.
