A Orquestra Jazz de Matosinhos é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz. Com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos desde 1999, cruza ambição internacional com sentido de responsabilidade local e investe de forma continuada no desenvolvimento de projetos artísticos diversificados, projetos formativos coerentes e na edição discográfica de jazz português.
Pioneira num território largamente inexplorado, a OJM cumpre o papel de Orquestra Nacional de Jazz. Em 2017 recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Primeiro-Ministro e do Ministro da Cultura. No papel de orquestra nacional de jazz, apresenta reportórios de todas as variantes estéticas e épocas do jazz.
Tem direcção artística de Pedro Guedes, foi co-dirigida com Carlos Azevedo até 2021 e colaborou com: Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Mark Turner, Rich Perry, Chris Cheek, Ohad Talmor, Dee Dee Bridgewater, Fred Hersch, Rebecca Martin, Peter Evans, Kiko Freitas, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Sérgio Godinho, Manel Cruz, Mário Laginha, Guillermo Klein, Rui Reininho, Antonio Loureiro, Perico Sambeat, Guinga, Ricardo Ribeiro, Nick Marchione, Salvador Sobral, Ana Lua Caiano. Partilhou ainda o palco com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, o Remix Ensemble Casa da Música, o Drumming GP e o Quarteto de Cordas de Matosinhos.
Em 2014 iniciou o Ciclo Novos Talentos do Jazz onde convida jovens músicos a tocarem como solistas à frente da Big Band, desde 2019 aberto à Península Ibérica.
A OJM atua regularmente nas principais salas do país e tem feito digressões a várias cidades da Europa e dos Estados Unidos, incluindo Barcelona (residência de quatro anos no VollDamm Festival Internacional de Jazz de Barcelona), Belgrado, Bruxelas, Marselha, Viena, Milão, Boston e Nova Iorque, onde atuou nos clubes Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery e Iridium, e onde fez uma residência no Blue Note tornando-se a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano —JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007.
Desde 2018, a orquestra tem a sua casa na Real Vinícola em Matosinhos. É lá que está instalado o Centro de Alto Rendimento Artístico (CARA), um espaço com 800 m2 que acolhe concertos, ensaios, gravações e iniciativas do Programa Educativo da OJM e onde se promove o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projetos multidisciplinares que visem a investigação e o desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos.