14 NOV 2026 MÚSICA
ORQUESTRA JAZZ DE MATOSINHOS + CRISTINA BRANCO

Cristina Branco tem na música tradicional portuguesa a sua raiz estética, mas as influências do jazz, da literatura e dos músicos com quem tem partilhado palco, imprimem à sua arte um cariz universal. Com dezanove discos editados - o último em 2025, dedicado às mulheres que José Afonso cantou - e inúmeros concertos pelo mundo todo, é uma verdadeira embaixadora da cultura e da língua portuguesa.

Encontra-se com a Orquestra Jazz de Matosinhos num concerto que realça o lado mais jazzístico do seu repertório, marcado por encontros com autores e compositores como Mário Laginha, Sérgio Godinho ou José Afonso.

ORQUESTRA JAZZ DE MATOSINHOS

A Orquestra Jazz de Matosinhos é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz. Com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos desde 1999, cruza ambição internacional com sentido de responsabilidade local e investe de forma continuada no desenvolvimento de projetos artísticos diversificados, projetos formativos coerentes e na edição discográfica de jazz português.
Pioneira num território largamente inexplorado, a OJM cumpre o papel de Orquestra Nacional de Jazz. Em 2017 recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Primeiro-Ministro e do Ministro da Cultura. No papel de orquestra nacional de jazz, apresenta reportórios de todas as variantes estéticas e épocas do jazz.
Tem direcção artística de Pedro Guedes, foi co-dirigida com Carlos Azevedo até 2021 e colaborou com: Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Mark Turner, Rich Perry, Chris Cheek, Ohad Talmor, Dee Dee Bridgewater, Fred Hersch, Rebecca Martin, Peter Evans, Kiko Freitas, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Sérgio Godinho, Manel Cruz, Mário Laginha, Guillermo Klein, Rui Reininho, Antonio Loureiro, Perico Sambeat, Guinga, Ricardo Ribeiro, Nick Marchione, Salvador Sobral, Ana Lua Caiano. Partilhou ainda o palco com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, o Remix Ensemble Casa da Música, o Drumming GP e o Quarteto de Cordas de Matosinhos.
Em 2014 iniciou o Ciclo Novos Talentos do Jazz onde convida jovens músicos a tocarem como solistas à frente da Big Band, desde 2019 aberto à Península Ibérica.
A OJM atua regularmente nas principais salas do país e tem feito digressões a várias cidades da Europa e dos Estados Unidos, incluindo Barcelona (residência de quatro anos no VollDamm Festival Internacional de Jazz de Barcelona), Belgrado, Bruxelas, Marselha, Viena, Milão, Boston e Nova Iorque, onde atuou nos clubes Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery e Iridium, e onde fez uma residência no Blue Note tornando-se a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano —JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007.
Desde 2018, a orquestra tem a sua casa na Real Vinícola em Matosinhos. É lá que está instalado o Centro de Alto Rendimento Artístico (CARA), um espaço com 800 m2 que acolhe concertos, ensaios, gravações e iniciativas do Programa Educativo da OJM e onde se promove o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projetos multidisciplinares que visem a investigação e o desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos.

cristina branco

Com 19 álbuns editados, quase 30 anos de carreira e inúmeros concertos em todo o mundo, Cristina Branco é uma verdadeira embaixadora da cultura portuguesa. A música tradicional é a sua principal raiz estética mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco, imprimem à sua arte um cariz universal e um encanto sublime.
A sua obra é um enorme contributo para a divulgação e defesa da música, da língua e dos autores portugueses. No seus discos, Cristina dá voz a diferentes gerações de autores como António Lobo Antunes, Maria do Rosário Pedreira, José Afonso, Manuela de Freitas, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Pedro da Silva Martins, Mário Laginha, Teresinha Landeiro, Jorge Cruz, Francisca Cortesão, entre muitos outros.
Inicia o seu percurso artístico na Holanda com 'Cristina Branco in Holland' (1997), álbum que acaba por transformar-se num verdadeiro sucesso naquele país. Nos anos seguintes, o seu nome ressoa por toda a Europa, com datas esgotadas em inúmeras cidades. Os seus trabalhos seguintes, 'Murmúrios' (1998) e 'Post-Scriptum' (2000) reforçam este bom momento e Cristina é galardoada com dois Prix Choc pela revista Le Monde de La Musique.
Seguem-se 'Abril' (2007), um álbum com versões de canções de José Afonso, 'Kronos' (2009) e 'Fado Tango' (2011), o icónico décimo álbum de estúdio, que apresenta colaborações com vários autores portugueses de renome e que prenuncia o renascimento artístico de Cristina, que chegaria alguns anos mais tarde com 'Menina'.
Considerado o Melhor Disco do Ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), 'Menina' (2016) é o primeiro capítulo de uma trilogia que inclui 'Branco' (2018) e 'Eva' (2020). Nestas obras, Cristina Branco reúne colaborações invulgares, que cruzam estilos e géneros, resultando em interpretações únicas e inovadoras do fado.
Em 2022 – ao celebrar o seu 25º aniversário de carreira – Cristina Branco contou com mais de 40 concertos por toda a Europa e lançou 'Amoras numa Tarde de Outono', álbum em colaboração com o pianista João Paulo Esteves da Silva.
"Mãe", editado em 2023, é uma criação musical única, na qual Cristina Branco empresta a sua voz singular e expressiva a uma variedade de autores, como tem sido sua tradição artística. Em disco e ao vivo "Mãe" oferece ao público um repertório original que nos transporta numa envolvente viagem de redescoberta do fado, explorando as suas profundezas emocionais e as suas nuances.
"Senhora do Mar Redondo", o single de apresentação, é prova disso mesmo. Em 2024, dá-se o regresso de "Abril" aos palcos nacionais, num espetáculo envolvente com arranjos e direção musical do pianista Ricardo Dias. Póvoa de Varzim, Vila Real, Covilhã, Grândola, Loulé (Festival MED) e Lisboa (São Luiz Teatro Municipal) foram alguns dos palcos que, no âmbito das celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, já tiveram o privilégio de acolher esta homenagem ao reportório do cantautor da Liberdade.
Em 2025, o espetáculo foi enriquecido com novas versões e arranjos, mantendo a sua essência, mas oferecendo uma experiência renovada graças ao novo álbum "Mulheres de Abril", do qual fazem parte temas como "Teresa Torga", "Canção da Paciência", De Não Saber O Que Me Espera" e "Endechas de Bárbara Escrava". A digressão "Mulheres de Abril – Cristina Branco canta José Afonso" terá continuidade ao longo de 2025.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Direcção musical
Pedro Guedes
Voz
Cristina Branco
Madeiras
José Luís Rego, João Guimarães, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira
Trompetes
Luis Macedo, Javier Pereiro, Rogério Ribeiro, João Dias
Trombones
Daniel Dias, Andreia Santos, Rui Bandeira, Gonçalo Dias
Secção Rítmica
João Ferreira | Piano, Hugo Ferreira | Guitarra, Bernardo Moreira | Contrabaixo, Mário Costa | Bateria
Staff
OJM
Road Manager
Claudia Pinto
Téc. FOH
Nuno Couto
Téc. Som de Palco
Manuel dos Reis
Roadie
Hélder Matos
Filmagem
Alexandra Corte Real
Filmagem
Silvia Cunha


Classificação Etária
M/6

Duração
80 min.